Risk Ops – O método

O problema que o guia trata

 

Desenho operacional em subscrição costuma ser feito na ordem inversa da que funciona. A companhia começa pelo organograma, distribui carteira por contagem de corretores ou de apólices, define alçada por cargo e só depois vai medir o que acontece. Quando o resultado aparece, ele aparece na forma de duas ou três pessoas absorvendo a maior parte da exposição sem que ninguém tenha decidido isso, de propostas paradas sem responsável identificado, e de indicadores que comparam posições que foram construídas para ser diferentes. A correção nesse ponto custa muito mais do que teria custado o diagnóstico, porque agora envolve mexer em carteira de gente que já construiu relacionamento com corretor.

 

Este guia percorre o caminho na outra ordem. Ele parte de quatro perguntas de diagnóstico que são baratas de responder sobre a base que a companhia já tem, mostra o teste numérico que responde cada uma, e a partir daí encadeia as decisões de desenho, sempre apontando o cálculo que confirma ou derruba a escolha antes da implantação.

 

O que está dentro

 

Parte I, Diagnóstico. Quantos corretores de fato produzem, como a produção se concentra, qual unidade de medida usar entre cotação e apólice, e onde volume operacional e exposição divergem. Quatro perguntas com o teste de cada uma e o limiar prático que indica quando o desenho precisa de tratamento explícito.

 

Parte II, Desenho. As sete decisões que estruturam a operação: classificar produtos e corretores com a regra de desempate que resolve os casos compartilhados, separar a camada de relacionamento da camada de tratamento, escolher o critério de alocação, atribuir por senioridade, envolver quem produz a métrica de risco, coordenar fluxo sem acumular fila, e definir quem responde pelo quê com alçada, prazo e matriz de responsabilidades.

 

Parte III, Medição. Os quatro indicadores de acompanhamento semanal, os dois mensais, o indicador que fecha o circuito de risco, e o desenho de remuneração variável por papel com as duas travas que impedem que um critério aparentemente inofensivo produza o comportamento errado.

 

Parte IV, As travas. Independência em arranjos cruzados, indicadores que puxam em direções opostas, e o limite de camadas de coordenação que uma equipe de determinado tamanho suporta.

 

Parte V, Validação. O que precisa ser reexecutado a cada ciclo, com a lista de testes, e o que o método deliberadamente não resolve.

 

Para quem foi escrito

O guia assume um leitor que já responde por uma operação de subscrição e tem acesso à base de produção da companhia. Ele é escrito para CUO, diretor técnico, gerente ou coordenador de subscrição em MGA, seguradora ou operação de resseguro, e para consultor que precisa estruturar essa área em um cliente. O conteúdo usa vocabulário de mercado sem definir termos básicos, e os testes propostos exigem, no mínimo, uma base com corretor, produto, prêmio e sinistro por apólice.

 

O material não serve como introdução ao mercado de seguros e não traz modelo de planilha pronto para colar. Ele descreve o raciocínio e o cálculo, e a instrumentação depende do que cada companhia tem registrado.Prova de conteúdo

O teste que expõe o problema. Calcule cotações por apólice efetivada, por pessoa. Se a variação entre a menor e a maior for de duas ou três vezes, o efeito é gerenciável. Se for de quatro vezes ou mais, alocar por apólice e rebalancear por apólice vai registrar como subcarregado quem está sobrecarregado de fato.

 

Origem do material

O método foi construído em projeto real de estruturação de uma área de Risk Ops, e o guia foi escrito depois da entrega, isolando o que se transfere entre companhias. Os números que aparecem no texto servem para demonstrar como um teste funciona e são ilustrativos. Nenhum dado de cliente foi publicado.